História dos Fundos Patrimoniais 

A história dos “endowments fund”, assim chamados nos Estados Unidos, está diretamente ligada à atividade educacional. O princípio de autofinanciamento possibilitado pelos Fundos Patrimoniais permite às instituições de ensino, a independência e, por conseguinte, a perenidade que a educação necessita para cumprir seu papel no desenvolvimento humano e do país

Até os dias de hoje, os mais antigos endowments ainda em atividade são ligados a instituições de ensino. O endowment da Universidade de Harvard tem um fundo de US$ 40,9 bilhões, Yale tem um fundo de US$ 30,3 Bilhões e Stanford tem US$ 27,7 bilhões em seu fundo.

No Brasil os Fundos Patrimoniais ainda são projetos considerados pioneiros, e partindo geralmente de ex-alunos das universidades, ao contrário dos Estados Unidos e Europa onde quase todas universidades já possuem seus fundos. Entretanto esse cenário está mudando,  pois já existem alguns Fundos de sucesso como os "Amigos da Poli" (Fundo da Poli USP) que já alcançou o patamar de R$ 30 MM e Fundo da FEA-USP que está próximo do primeiro milhão. No Estado do Rio Grande do Sul ex-alunos criaram o Fundo Centenário para ajudar a financiar os estudos dos alunos da Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

 

Em 2019 o Congresso analisando todos os pontos positivos que os Fundos podem trazer para as universidades brasileiras e para educação superior através do financiamento, com apoio de representantes das universidades se aprovou a Lei 13.800. Oferecendo base jurídica e permissão para que as universidades públicas criem seus próprios Fundos Patrimoniais.